Quantas vezes o site apareceu numa página de resultados do Google. Não significa que a pessoa viu, só que o resultado existiu na tela dela.
Quantas vezes alguém realmente clicou no resultado e entrou no site.
Taxa de cliques. De cada 100 vezes que o site apareceu, quantas viraram clique. CTR baixo com posição boa costuma ser sinal de título/descrição fraco (ou, como você vai ver, de sitelink de marca).
O lugar em que o site aparece no resultado. Posição 1 é o primeiro colocado. Quanto menor o número, melhor.
Olhando só o total, o site perdeu 27% dos cliques e 39% das impressões nos últimos 90 dias. Mas quando se separa o que é busca de marca (gente digitando "anchieta", "unianchieta", "ava anchieta", "portal do aluno") do que é busca de quem está pesquisando curso, faculdade ou área de interesse, a leitura muda bastante. Isso é detalhado no próximo bloco.
Nem toda busca com "anchieta" ou "unianchieta" no meio é aluno procurando login. Separando por tipo de termo, dá pra distinguir o que só faz sentido pra quem já estuda lá do que pode ser gente de fora pesquisando a instituição.
A pessoa já digita o nome da faculdade.
A pessoa pesquisa o que ela quer, sem citar o nome da faculdade.
Por que isso importa: busca de marca é gente que já ouviu falar da Anchieta. Busca não-marca é o retrato mais puro de aluno novo descobrindo a faculdade pela primeira vez.
Quem busca só "unianchieta" (sem AVA, sem portal) não vai só pra home: uma parte real clica em /consulta-valores/ (40 cliques), /graduacao/ (221), /category/ead/ (83), /fale-conosco/ (42). Aluno já matriculado não pesquisa mensalidade no Google, ele já sabe o valor pelo portal.
O momento também não bate com comportamento só de aluno: a busca "unianchieta" disparou em ago-out/2025 (chegou a 10.121 cliques em setembro), a janela de captação do segundo semestre. Nesse mesmo período, as buscas de AVA/portal estavam em baixa. Se fosse só aluno matriculado, os dois grupos andariam juntos, mas andam separados, o que sugere gente nova pesquisando a instituição antes de decidir.
Não dá pra separar, dentro do Grupo B, quem é aluno digitando por hábito de quem é candidato pesquisando. Mas não é seguro tratar esse tráfego como irrelevante pra matrícula.
As consultas que mais derrubaram cliques na homepage (anchieta.br/) nos últimos 90 dias e que de fato só fazem sentido pra quem já estuda lá: "ava unianchieta" (-2.773), "ava anchieta" (-2.507), "portal do aluno anchieta" (-433), "unianchieta portal do aluno" (-430), variações de AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) e portal do aluno. Ninguém pesquisa "ava anchieta" sem já ter vínculo com a instituição.
Isso é aluno e professor já matriculado procurando o próprio login pelo Google em vez de usar um favorito salvo ou o app. Vale considerar reforçar a divulgação do link direto do AVA (e-mail, grupo, agenda) pra esse público parar de depender do Google pra entrar, isso libera a leitura dos dados de busca real de quem quer se matricular.
Olhando só a fatia não-marca (quem pesquisa curso, faculdade, área), a queda é maior que a do site como um todo. É o ponto que realmente merece atenção pra captação.
De janeiro a julho de 2026, as impressões das páginas de curso caíram todo mês, de 255.909 pra 85.590 (queda de 66%). Não é o mesmo padrão do ano anterior: em 2025, esse grupo de página vinha crescendo de agosto a janeiro (de 108k pra 256k). O que houve depois de janeiro/26 quebra a tendência que vinha antes, não é o calendário letivo se repetindo.
Foi checado página por página se o Google ainda consegue visitar e catalogar ("indexar") esse conteúdo normalmente, e sim, consegue, sem nenhum bloqueio técnico, visitado há poucos dias. Ou seja, o problema não é o Google ter perdido a página de vista. É pior colocação nas buscas mesmo, o que aponta pra atualização de algoritmo, conteúdo desatualizado, perda de link interno ou concorrência, não pra erro técnico do site.
Foi verificado se existiu alguma atualização confirmada do Google nessa janela. Existiu, e o momento e o tipo de página afetada batem de forma consistente. Isso não prova causa (Google não divulga o efeito por site), mas é a explicação mais bem sustentada por evidência encontrada, bem mais provável que coincidência.
O Google usa um conjunto de regras pra decidir qual site aparece primeiro numa busca. De tempos em tempos ele revisa essas regras por inteiro, pro mundo todo, todo assunto, ao mesmo tempo. Não é punição mirada num site, é uma correção de prova nova valendo pra todo mundo.
Information gain (ganho de informação): o quanto uma página diz algo que nenhuma outra já disse. Se cem faculdades descrevem um curso com o mesmo texto genérico, nenhuma "ganha informação". Quem traz algo só seu (professor identificado, dado real, depoimento verificável) se destaca.
E-E-A-T: Experience, Expertise, Authoritativeness, Trustworthiness. Quatro perguntas que o Google faz sobre um conteúdo: quem escreveu viveu isso na prática, entende do assunto, é referência, e dá pra confiar?
YMYL ("seu dinheiro ou sua vida"): categoria de assunto onde informação errada prejudica de verdade a vida de alguém, saúde, dinheiro, direito e educação entram aqui.
Segundo cobertura especializada do update: páginas que reformulam conteúdo já existente sem agregar dado próprio, informação inédita ou perspectiva original perderam posição (conteúdo "templated" caiu de 30 a 50% de visibilidade). Setores como educação, saúde e finanças tiveram exigência de E-E-A-T aumentada por serem YMYL.
Traduzindo pra página de curso: descrição genérica de grade curricular, sem diferencial (corpo docente, dado de empregabilidade, depoimento verificável, diferencial da metodologia), é exatamente o perfil de conteúdo que esse update mira.
A queda não é isolada em uma página, é ampla, atingiu todo tipo de conteúdo do site. Mas não é uniforme: páginas comerciais/de curso caíram bem mais forte (68% a 92%) do que o blog (30%). Esse padrão, conteúdo comercial mais penalizado que conteúdo editorial, é consistente com o que a cobertura do update de março descreve, não com uma falha técnica pontual (que tenderia a afetar tudo igual) nem com queda geral de interesse (que não explicaria por que o blog caiu menos).
Foram isoladas só as buscas não-marca que já apareciam pras páginas de graduação nos dois períodos, as mesmas 1.465 buscas presentes antes e agora, sem contar busca nova nem busca que sumiu. Mesmo essas buscas recorrentes, de sempre, perderam 69% de impressão (de 122.048 pra 37.867). E a posição média dessas páginas, pra essas mesmas buscas, piorou de 17,2 para 23,3.
Isso é importante porque descarta a hipótese de "simplesmente menos gente pesquisando esses cursos": são as mesmas buscas de sempre, o site é que está aparecendo pior colocado nelas agora. A posição média geral do site (7,3, que abre este relatório) fica ótima porque é dominada pelo volume gigante de busca de marca, onde a Anchieta rankeia 1º trivialmente por ser o próprio nome. Pra quem pesquisa curso de verdade, a posição piorou.
Esse dado complementa a investigação do bloco anterior, com mais uma camada de contexto técnico.
O Search Console usa a palavra "página" pra contar endereços únicos (URLs), não necessariamente conteúdo diferente escrito por alguém. A mesma página pode virar várias "páginas" contadas se existir em mais de um endereço, por exemplo anchieta.br/graduacao/direito com barra no final, sem barra, com letra maiúscula, ou com um filtro colado atrás do endereço, tudo isso conta separado, mesmo sendo a mesma informação por trás.
Por isso os números abaixo (53.100 "páginas" não indexadas) provavelmente não representam 53 mil textos diferentes, e sim uma soma grande de endereços, muitos deles variações técnicas do mesmo conteúdo. O tamanho exato dessa variação só quem cuida do site (TI/desenvolvimento) confirma.
Só os 7 sitemaps enviados (graduação, pós EAD, pós ao vivo, aperfeiçoamento, 50+, rocketseat) somam 431 páginas do tipo "web". A tela de indexação mostra 54.480 páginas conhecidas no total, bem mais URLs do que o enviado por sitemap, encontradas pelo Google enquanto ele navegava pelo site sozinho.
Isso provavelmente não significa 54 mil conteúdos diferentes escritos por alguém. É mais comum esse número vir de variação técnica de URL, tipo filtro/parâmetro combinado automaticamente, paginação, ou alguma versão duplicada de endereço, o próprio site multiplicando poucas páginas reais em muitas URLs. Vale confirmar com quem cuida do site (TI/desenvolvimento) qual é o padrão exato, só pra descartar que não seja conteúdo repetido demais se acumulando.
| Motivo (por que a página não entrou no índice) | Páginas |
|---|---|
| Rastreada, atualmente não indexada (o Google visitou e decidiu não indexar) | 42.259 |
| Página alternativa com etiqueta canónica correta (normal, não é problema) | 9.753 |
| Página com redirecionamento | 486 |
| Não encontrado (404) | 252 |
| Excluída pela etiqueta "noindex" | 183 |
| Bloqueada pelo robots.txt | 47 |
| Página duplicada sem canónica selecionada | 11 |
| Erro do servidor (5xx) | 10 |
| Bloqueada por outro erro 4xx / acesso proibido (403) | 2 |
"Rastreada, atualmente não indexada" é a categoria com mais páginas: o Google visitou a página e optou por não colocá-la no índice, geralmente por avaliar o conteúdo como genérico ou parecido demais com o que já existe, o mesmo perfil descrito no update de março/2026. Conecta com a recomendação de enriquecer o conteúdo das páginas de curso.
Certo, sem dúvida: página fora do índice não aparece na busca do Google, pra ninguém, nunca. Se existir conteúdo bom escondido dentro desses endereços, ele está invisível.
Provável, mas ainda não confirmado: o Google visita um site com "tempo" limitado. Se ele gasta esse tempo revisitando dezenas de milhares de endereços parecidos, sobra menos atenção pra notar rápido quando uma página de curso importante melhora. Também é possível que esse volume grande pese na visão geral que o Google tem da qualidade do site.
O que isso NÃO é: não é uma penalidade automática que derruba a posição de páginas que já indexam e rankeiam bem. Não é uma bomba, é mais um ponto de atenção e de eficiência. Por isso a ação de investigar com TI o que são esses endereços vem antes de qualquer conclusão mais forte.
Checado direto no Search Console: nenhuma ação manual (penalidade aplicada pelo Google) e nenhum problema de segurança (malware, site invadido) foram detectados na propriedade. Ambos vieram limpos.
1.665 links externos apontam pro site, concentrados na home, na política de privacidade e no fale conosco. O texto usado nesses links é genérico ("www anchieta br", "anchieta br", vazio), sem variedade de palavra-chave. 77.394 links internos existem, mas concentrados nas páginas de categoria (/graduacao/, /pos-graduacao/, /aperfeicoamento/), as páginas de curso individuais recebem bem menos link interno do que essas páginas-mãe, reforça a recomendação de linkar mais as páginas de curso específicas.
93% das URLs testadas no celular (601 de 647) estão na faixa "precisa melhorar", 6% são "boas". No computador o quadro é mais tranquilo (57% boas). Isso pode ajudar a explicar um dado já visto antes neste relatório: mobile tem posição melhor que desktop (6,7 vs 8,2) mas CTR mais baixo (5,4% vs 8,7%), a velocidade de carregamento no celular pode estar custando um pouco de clique mesmo quando a página aparece bem posicionada.
A tela separada de "Usabilidade para dispositivos móveis" que existia no Search Console foi descontinuada pelo Google, não aparece mais no menu, esse relatório de Métricas Essenciais da Web é o substituto atual.
Comparação não-marca, últimos 90 dias vs. 90 dias anteriores. Um padrão largo como esse, afetando o catálogo inteiro de uma vez, é mais compatível com fator de algoritmo/estrutura do que com problema pontual de uma página.
| Página | Impr. antes | Impr. agora | Variação | Cliques antes → agora |
|---|---|---|---|---|
| /graduacao/servico-social/ | 4.020 | 140 | -97% | 11 → 0 |
| /graduacao/estetica-e-cosmetica/ | 8.350 | 988 | -88% | 42 → 14 |
| /graduacao/marketing-digital/ | 7.378 | 778 | -89% | 21 → 3 |
| /graduacao/agronomia/ | 4.151 | 580 | -86% | 15 → 11 |
| /graduacao/administracao/ | 5.669 | 762 | -87% | 37 → 12 |
| /graduacao/design-grafico/ | 5.295 | 711 | -87% | 27 → 7 |
| /graduacao/terapia-ocupacional/ | 6.432 | 965 | -85% | 31 → 12 |
| /graduacao/automacao-industrial/ | 6.540 | 1.055 | -84% | 58 → 10 |
| /graduacao/logistica/ | 7.503 | 1.311 | -83% | 35 → 31 |
| /graduacao/fonoaudiologia/ | 4.951 | 1.025 | -79% | 30 → 21 |
| /graduacao/fisioterapia/ | 5.022 | 1.315 | -74% | 19 → 15 |
| /graduacao/ciencias-contabeis/ | 5.270 | 1.484 | -72% | 23 → 15 |
| /graduacao/medicina-veterinaria/ | 5.544 | 1.671 | -70% | 33 → 12 |
| /graduacao/nutricao/ | 4.699 | 1.445 | -69% | 28 → 5 |
| /graduacao/engenharia-civil/ | 5.148 | 1.787 | -65% | 14 → 15 |
| /graduacao/psicologia/ | 6.675 | 2.347 | -65% | 84 → 48 |
| /graduacao/podologia/ | 5.476 | 1.965 | -64% | 66 → 38 |
| /graduacao/terapias-integrativas-e-complementares/ | 11.021 | 4.349 | -61% | 145 → 45 |
| /graduacao/direito/ | 8.254 | 4.166 | -50% | 80 → 60 |
Quatro páginas (/graduacao/, /category/ead/, /consulta-valores/, /pos-graduacao/) aparecem com posição média 1-2 no Search Console, mas CTR (taxa de cliques) abaixo de 1%. Isso parece um erro de título/descrição, mas não é.
O que é sitelink: são aqueles linkinhos extras que aparecem embaixo do resultado principal quando você busca o nome de uma marca conhecida. O Google monta isso sozinho, automaticamente, ninguém escreve. É assim que fica quando alguém busca "unianchieta":
As consultas por trás dessas impressões foram investigadas: mais de 80% vêm de "unianchieta", "anchieta", "anchieta jundiai", ou seja, gente buscando o nome da instituição. O Search Console registra cada uma dessas 4 páginas separadamente: toda vez que o sitelink dela aparece na tela conta como impressão (por isso "posição 1-2", ela está sempre ali no topo), mas o clique quase sempre vai pro título grande da home, não pro linkinho pequeno. Isso é comportamento normal de busca de marca, não um problema de redação dessas 4 páginas.
Reescrever título e meta description (o textinho cinza que aparece embaixo do título azul no resultado do Google) dessas 4 páginas não deve mudar esse CTR, porque a causa não é a redação, é a pessoa nem reparar no linkinho pequeno. Não vale investir esforço aí.
Consistente com o pivô de 26/07 (Polos Brasil pausado, virou Piloto Cursos por cidade).
| Página (antiga) | Cliques antes → agora |
|---|---|
| /polos-unidades/jundiai/ | 180 → 0 |
| /polos-unidades/belem/ | 174 → 6 |
| /polos-unidades/curitiba/ | 161 → 2 |
Páginas novas por cidade, o Google ainda está "aprendendo" essas páginas, é natural levar algumas semanas até ganhar posição boa.
| Página (nova) | Cliques antes → agora |
|---|---|
| /polos-unidades/curitiba-centro/ | 0 → 71 |
| /polos-unidades/sao-bernardo-do-campo-centro/ | 2 → 50 |
| /polos-unidades/recife-poco-da-panela/ | 1 → 36 |
| /polos-unidades/belo-horizonte-sao-luiz/ | 1 → 27 |
Diferente do caso dos sitelinks acima, estas são buscas de interesse real em curso/faculdade, com posição boa e CTR baixo de verdade, candidatas legítimas a reescrever título e meta description.
| Busca | Posição | Impressões (90d) | CTR |
|---|---|---|---|
| terapias integrativas e complementares | 11,7 | 818 | 0,2% |
| veterinário jundiai | 6,4 | 1.412 | 0,9% |
| faculdade (genérico) | 10,3 | 864 | 1,7% |
| curso de depilação a laser | 8,9 | 1.006 | 2,1% |
| faculdade de quiropraxia | 6,1 | 902 | 2,2% |
| faculdade gratuita para pessoas acima de 50 anos 2026 | 6,2 | 1.057 | 2,5% |
Buscas como "ensino fundamental 2" (6.263 impressões, posição 8,2, CTR 0,1%) e "cores dos meses" (variações somando mais de 8 mil impressões) também aparecem com posição boa e CTR baixo, mas são conteúdo de blog sem relação com graduação/faculdade. Quem busca isso não está procurando uma instituição de ensino superior, então CTR baixo nesses casos é esperado, não representa oportunidade de matrícula.
Ações pontuais, cada uma ligada a um achado específico deste relatório e ao resultado que ela mira: melhor posição, mais clique, mais engajamento na página, ou dado mais confiável pra próxima análise.
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